Hope Rock – a Arte tecida na Esperança
Muitos têm encontrado o Palavrantiga e às vezes não conseguem, pelas convenções de catálogo já existentes, classificar o som do grupo. Alguns chamam de Rock Nacional, outros de Indie ou Alternativo, alguns de Cristão ou Gospel.
Fato é que a gente nunca se importou muito com os rótulos, justamente por eles serem reducionistas demais e pelo fato de inferir utilidades e finalidades de mercado que não tem nada a ver com a obra de arte em si, ou com a expressão sincera do artista.
Existem artistas que acabam inventando nomes para designar sua arte, dado o receio que têm de aparecer algum maluco [quase sempre um jornalista] apelidando pejorativamente sua criação. Como aconteceu com o Samba Reggae que acabou virando Axé Music.
Pela evidente e natural confissão do Palavrantiga, nós nunca colocamos nossa arte à disposição de outros sentidos que não fossem artísticos, expressivos ou sonoros. Com isso, sempre dizemos que as canções não atendem uma finalidade religiosa, no sentido de catequeze ou doutrinária como alguns acabam fazendo.
Obviamente, aqueles que crêm no Evangelho imediatamente identificam muito mais que isso. Enchergam Aquele que sustenta a poesia, que inspira e habilita tal olhar para com a realidade. Com isso essa obra artística se abre para além dela, trancendendo a estética, a expressão e o som. É por isso que nesse contexto as canções se tornam hinos verticais.
É preciso ampliar nosso olhar para perceber esse misterioso caminho da arte, tão próximo do simbólico e do religare encontrados na espiritualidade. Contudo seria,de certa forma, desonesto chamar nossa arte de mediadora, ou de instrumento de contato com o Divino, já que isso só poderia acontecer se Ele assim quisesse; abrindo o ouvido daquele que ouve para além do que é apenas onda. Como diz C.S. Lewis “Tratando-se de conhecer a Deus, a iniciativa veio da parte dele. Se ele não se mostra, não há nada que você possa fazer para encontrá-lo.”
Fico feliz em saber que as canções escritas, que o Palavrantiga gravou com tanta intensidade, estão reverberando em vários corações. Nós somos muito parecidos um com o outro, por isso da identificação. Também, fico feliz quando alguém, por graça de Deus, se abre para além do som e encontra paz e reconciliação. Que Ele seja louvado por isso! Só pode ser coisa Dele, rsrs!
E o que é isso, companheiro? É expressão a partir. É uma arte com começos. É o que podemos saber; uma arte que começa nesse relacionamento com Deus, com os amigos, com a Igreja, com a Natureza, com a Vida. Sem finalidades e em certo sentido, sem utilidades. Qual seria a utilidade de um beija-flor colhendo àgua numa bromélia? É beleza e faz bem… Vejo que é bom!
Se eu pudesse contribuir com a criatividade dos jornalistas e admiradores do Palavrantiga, daria algumas pistas para um novo nome que pudesse identificar mais adequadamente o nosso som.Tudo que fazemos é tecido na Esperança. Essa é uma palavra muito importante no nosso vocabulário.Nossa língua é o esperancês. Uma língua que reconcilia a dor com a alegria, que não chama de ilusão tal dor, nem mesmo abraça aquele otimismo ingênuo em relação à realidade. Nosso rock é da Esperança. Seria então, pra deixar mais globalizado, Hope Rock?
Fiquem a vontade….
Abraço demorado.
Marcos Almeida
Belo Horizonte. 23.01.10
[...] tem andado por aí com uma história de Hope Rock, que ele mesmo define como uma música cuja base é a esperança. Ouvindo o som e lendo certas [...]
Pingback por Que história é essa de ‘HOPE ROCK’? « Ederpoa — 25 de maio de 2010 @ 15:27Cara!
Demorei muito pra ler este artigo.
Parecia encantado, quando passei por aqui várias vezes.
Mas é isso aí! Em cada acorde, exala a esperança.
Não tenham dúvidas.Esta foi a minha primeira expressão.
Gostei do conceito: Hope Rock!
[...] tem andado por aí com uma história de Hope Rock, que ele mesmo define como uma música cuja base é a esperança. Ouvindo o som e lendo certas [...]
Pingback por [Música] Que história é essa de ‘Hope Rock’? | diversitá — 1 de maio de 2010 @ 13:46Puxa é muito bom ver e poder degustar pensamentos e reflexões tão suaves fundamentadas no amor e na graça divina.
È aliviante saber que ainda há esperança em meio a um sistema religioso tão carcerário e aprisionante.
Gosto muito de apreciar a boa música de vc’s, poder refletir um pouco mais sobre as letras e ir além do que se vê nelas e com elas.
Obrigado Deus, pelos meninos anuviantes do Palavrantiga.
Soli deo Gloria.
Obrigada pela resposta da pergunta q fiz pelo twitter, é sempre importante buscar o mesmo objetivo. “O Senhor”.
Fiquem com Deus
Olá,
Excelente! Falar sobre rótulos e sempre complicado. O marcos conseguiu colocar de forma inteligente as implicações e de onde vem os rótulos.
Abraços,
Querido irmão!!!
Belas palavras e explicação,pode se crer
q eres inspirado pelo Grande Mestre Mesmo,
q O Senhor continuie te envolvendo,pela arte…
pois naum existe Artista melhor do q o nosso Deus,
atravéz da pessoa do Espirito Santo, q te inspira,
de Forma tão poética, Glória á Deus,viu!
Continue sendo esse instrumento de Benção!
Grande abraço!
Boa música e bom texto,
Vc acaba de dar umas boas marteladas no imponente, mas não indestrutível edifício da religiosidade.
Fico muito feliz por não estar nascendo mais uma banda gospel, graças a Deus!
Hope Rock! Yeah!
Grande abraço
Frederica Matthews-Green, cristã ortodoxa, escreve no livro “A Igreja e a Cultura Emergente” (saíu pela ed. Vida) algo como o Igor Miguel colocou. Não com a ênfase na arte, antes na unidade das coisas.
Não há nada além de Deus. “Nele nos movemos e existimos” e “somos dele geração”. O rótulo, e não só o musical, mas o religioso também, nada mais é que a tentativa de uma mente que não vê/não quer ver essa realidade…
Excelente texto. Deus abençoe vcs d+!
Antes eu só tinha ouvido falar do Roque da Porta da Esperança… dá-lhe Silvio Santos, fazendo mais discípulos… Roque da Esperança neles…
Minha visão de mundo é cristã, mas ainda é visão de mundo. Minha fé é minha vida, minha vida com todos os seus perfumes, cores e cheiros, é palco de minha espiritualidade. Integral como a música, como a música se integra ao que sou, enquanto alguém, que anda em Cristo, em um mundo que expressa o que Ele é: pura criatividade. Sem cisões, sem rupturas, sem fatias, apenas vida. É isso que escrevi ouvindo Palavrantiga…
a música de vocês é rotulada (pelo menos por mim) como música BOA! e nisso todos têm que concordar.
sou realmente apaixonada pelo som e pelas letras de vocês!
BOa marquito!
que o palavrantiga seja sempre a Boa nova a quem precisa de esperança! rock neles meu velho!
abraço!
Os rótulos afastam as pessoas e nos afastam de Deus. Texto maravilhoso!
A esperança é motor dos sonhadores!
A poesia do Palavrantiga ajuda a mantermos a lucidez da loucura!
Abraços queridos!
como eh bom ver musicos lucidos, q enchergam o q tocam, q entenderam o Reino sem querer ser cliche, obvio, segregador. Q Deus em meio a sua sabedoria e criatividade continue fazendo de vcs essa bela palavra, q nao eh velha, nao eh nova, eh antiga e reveladora.
Musica e liberdade.
Galera… depois de um tempo sem comentar aki estou eu!!!
Gde Marcos! Parabens pelo texto, meu velho!
Sempre concordei que os rotulos limitam a arte e afastam as pessoas… e como vc citou no texto, eh melhor q o artista rotule sua obra (mesmo sabendo da limitacao q o “rotular” causa), do que chegar algum desvairado e classificar a obra pejorativamente…
e se eh pra rotular, nada mais belo e impactante do que o “Hope Rock”…
Como diz vc: “Alegria sempre”….
Santa lucidez, Marcão. Com alguns poucos ajustes esse texto é praticamente um manifesto. O unico problema, a meu ver, é que teu último parágrafo nega os primeiros. Deixem que se criem os rótulos e continue remando contra eles. A arte de vcs não se encaixa em lugar nenhum, a não ser na mente de quem a ressignifica na vivência, seguindo firme na esperança.
alegria sempre.
abs
Muito Lindo o texto,
Somos aqueles que “Enchergam Aquele que sustenta a poesia, que inspira e habilita tal olhar para com a realidade”.
Palavrantiga é o que há.
Parabéns!