Quando Thalles chegou.
Hoje talvez não seja o melhor dia para falar de um amigo que considero ser o maior cantor do mundo; Thalles. É evidente que a morte de outro cantor tão importante na nossa cultura pode tornar esse post desconectado, sem lugar diante da comoção geral – sintoma natural depois do inesperado óbito de Michael Jackson, o homem-pop, o cara que marcou uma geração, de forma indelével a minha geração. No entanto, prossigo.
Thalles é negro, assim como Michael. Muitos talvez impliquem com o fato do criador de Thriller ter se tornado uma figura bizarra, tão diferente daquele dos anos 80, mas o que ninguém pode tirar dele é a origem, o sangue, a cor por dentro da pele. Se Thalles não tem nenhum parentesco com os Jacksons, com certeza não o escapa aquela benção gratuita que o ampara – a ele e um mundo chamado afro com seus maravilhosos descendentes. O fato é que Deus parece ter distribuído talentos muito especiais aos nossos irmãos negros – pra não falar pretos como Caetano Veloso e depois ser tachado de politicamente incorreto.
Fiquei impressionado quando aos sete anos ouvi pela primeira vez a música tema do álbum que mais vendeu em toda história da música. Da mesma forma, não sabia adjetivar a beleza sonora, a interpretação honesta, forte e surpreendente de Thalles dentro do Studio, gravando apenas um “Aleluia” final que compõe a música “Esperar é Caminhar”. Sim! Esses adjetivos não são tão bons para explicar a força e a graça que acolhe essa figura tão generosa. Solidária, falante e sempre um grande contador de causos.
O Palavrantiga tem sido presenteado com esses companheiros. Alguns vão, mesmo sem saber que acompanhavam e outros chegam sabendo, sonhando e cantando a Esperança e a Boa Nova que escolheu, loucamente, habitar em nós.
A Obra se movimenta e a gente caminha, com os pés firmes no Amor e sempre olhando para além daqui; onde todos juntos veremos Aquele que fez tudo isso, e fez assim tão bom, tão Dele!
Confiram as fotos na galeria: Thalles “Esperar é Caminhar”.
Abraço demorado.
Marcos Oliveira de Almeida.